:: Então é quase Natal...::

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Bem, não sou eu quem vai atrapalhar a alegria dos outros...
Mas, provavelmente, vou ter que ouvir, pela milionésima vez, o velho e enfadonho hit de John Lennon (e Yoko, argh), ver as esquinas ocupadas por bonecos grandões e barbudos de roupa vermelha, ver as pobres árvores, as lombadas dos prédios cheias de luzinhas piscantes e tudo (que bom que Brasília é uma cidade atípica!).
Evitar as lojas, já que não dá para andar dentro delas, cheias de cartazes, balões, papel celofane verde e bonecões que ficam se mexendo e tocando musiquinhas.

Fui pegar um livro...e a manga da minha camisa Lee ficou presa no chifre de uma rena de isopor! Quase joguei o arranjo decorativo todo no chão, a rena ficou pendurada no meu braço. Se tem uma coisa que eu não suporto é uma rena pendurada no meu braço. Um gafanhoto ou um periquito, ainda vai. Mas uma rena, putz.
Também vou ter que colocar umas moedas nas caixinhas de sapato que algumas crianças pobres inocentemente me estendem, como se fossem seus cofrinhos. Eu sempre coloco, não me custa nada. Mas me custa, sim, pensar que o Natal é uma certa sacanagem com as crianças pobres.
Mas não sou eu quem vai estragar a alegria dos outros. Talvez, só um pouco.

( Minha centésima postagem ! )

1 Comentário:

Paulo Roberto F. Braccini disse...

muito interessante sua análise sobre o natal... achei genial e bem cômica por sinal... a imagem da rena agarrada na manga da camisa não me sai da cabeça e o flanelinha pedindo ao velhinho pra poder tomar conta do trenó é demais... parabéns...

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Ele será lido e publicado posteriormente.

 

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